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Medicinas Complementares/Naturais

Além da medicina tradicional (ou ocidental), existem diversas terapias que oferecem caminhos alternativos para tratar as doenças. Em geral, analisam o animal como um todo, observando de maneira holística todos os sintomas que ele apresenta, tanto físicos como psíquicos, e também o ambiente em que vive, a sua alimentação e relações com Humanos e outros animais.

Entendendo seus benefícios como complemento de diversos tratamentos, podemos e devemos recorrer a  terapias alternativas para aumentar a qualidade de vida dos nossos animais de estimação. Conheça algumas delas.

ACUPUNTURA

É uma técnica da medicina tradicional chinesa que busca restaurar a saúde e o bem-estar do paciente através da inserção e manipulação de agulhas no corpo.

A acupuntura tem um efeito excelente nos animais domésticos, já que a percepção do alívio da dor e a liberação de endorfinas provocam um estado de relaxamento e cooperação.

A acupuntura é recomendada para tratar várias patologias tais como:
  • musculoesqueléticas ou neurológicas, como displasia da anca, osteoartrose, hérnias discais, paralisias e epilepsias
  • distúrbios gastrointestinais, como vômitos, diarreias e prisão de ventre
  • problemas urinários, caso da insuficiência renal e cólica renal
  • alterações imunológicas, como alergias
  • problemas respiratórios e reprodutivos
  • reanimação (em casos de paragem cardio-respiratória)
  • estimulação do sistema imunitário (nos casos de infecções víricas, alergias ou na geriatria)

     ELECTROACUPUNTURA

A eletroacupuntura é uma terapia que tem como base os princípios da acupuntura, mas são utilizados aparelhos elétricos que, conectados às agulhas ou elétrodos, transmitem estímulos a determinados pontos do corpo com o objetivo de desobstruir e equilibrar o fluxo de energia Qi.

Possui uma ação analgésica à volta de 10 a 20 minutos mais rápida do que a Acupuntura isolada. Além disso, a eletroacupuntura utiliza na maioria das vezes um menor número de agulhas para produzir analgesia.


      AUTO-HEMOTERAPIA

Esta técnica consiste na extracção de um pequeno volume de sangue do animal duma veia periférica e sua rápida injecção por via subcutânea ou intramuscular ou em pontos de acupuntura, sem nenhuma alteração feita ao sangue. O princípio é que este sangue próprio vai gerar uma resposta imunitária forte, aumentando a produção pela medula óssea das células de defesa do organismo (macrófagos), responsáveis pela "limpeza" (bactérias, virus, células cancerígenas, fibrina). É assim uma técnica de baixo custo, e sem efeitos secundários se bem realizada, que torna o sistema imunitário mais forte e vigilante. Utilizada de forma complementar em casos de alergia, neoplasias e doenças víricas/infecciosas ou sempre que se pretenda estimular o sistema imunitário.

O protocolo terapêutico da acupuntura é definido de acordo com as características do animal e da sua patologia, orientando a seleção dos pontos de acupuntura, o número de sessões terapêuticas e o intervalo de tempo entre as sessões.



LASERTERAPIA

Nos seres vivos, os principais efeitos da fotobiomodulação do Laser Terapêutico (Laser de baixa intensidade) são as ações anti-inflamatória, analgésica e antiedematosa.

É uma terapêutica regenerativa eficaz, segura e não invasiva, não apresenta os efeitos secundários dos medicamentos e pode aplicar-se isoladamente ou em associação com outras abordagens terapêuticas.

O nosso Laser (B cure laser e MKW laser) é frequentemente aplicado nas seguintes situações clinicas:
  • Patologia ortopédica (ex: artrite, artrose, lombalgia, tendinite, tratamento coadjuvante de fraturas, rutura de ligamento cruzado anterior)
  • Patologia neurológica (ex: hérnia discal)
  • Dor aguda/crónica
  • Edema
  • Cicatrização de feridas muito extensas ou profundas, feridas indolentes, queimaduras
  • Úlceras de córnea e estomatites/gengivites
  • Laserpuntura, ou seja, estimulação de pontos de acupuntura com Laser


FITOTERAPIA CHINESA


A Fitoterapia Chinesa é o sistema terapêutico mais antigo do mundo remontando aos primórdios da história em que o homem recolhia, para fins medicinais, plantas no seu estado selvagem. A fitoterapia chinesa consiste na utilização, com fins terapêuticos, essencialmente de ervas, podendo incorporar também ingredientes de origem mineral e animal, misturados através de fórmulas, algumas delas seculares, garantindo a ausência de efeitos secundários. É um dos ramos principais da Medicina Tradicional Chinesa.

Enquanto a maior parte dos medicamentos convencionais que utilizam plantas resultam da extracção de apenas uma pequena parte, o seu princípio activo, a fitoterapia utiliza quase a totalidade da planta, no pressuposto de que o efeito da utilização da planta é diferente do efeito do somatório dos componentes.
Contudo a fitoterapia não é um substituto das medicações convencionais, mas sim parte de um tratamento integrativo. Em várias situações, a utilização da fitoterapia faz com que a dose e/ou frequência da medicação convencional seja diminuída, e isso é muito importante pois diminui os efeitos secundários desses medicamentos no organismo (principalmente os anti-inflamatórios), ao mesmo tempo que maximiza os efeitos desejados.

A dose é individualizada, podendo variar conforme a idade, peso, tipo de doença, raça, constituição global do animal, entre outros factores.

Diversas plantas ou os seus componentes já possuem aplicação na medicina ocidental. Recentemente a investigação da planta Qing Hao (Artemisia annua), por exemplo, utilizada na medicina tradicional chinesa para febres, resultou na atribuição do Prémio Nobel de Medicina (2015) a Youyou Tu pela sua pesquisa sobre um dos seus componentes, a Artemisinina, que se mostrou eficaz contra o parasita da malária.


HOMEOPATIA

Sob a premissa “semelhante cura semelhante”, esta ciência emprega substâncias altamente diluídas, partindo do princípio de que as substâncias da natureza podem curar os mesmos sintomas que produzem. Os medicamentos homeopáticos são produzidos a partir de substâncias de origem mineral, vegetal ou animal, cujas tinturas mãe são sucessivamente diluídas e dinamizadas, até à diluição desejada.

Quando prescrita por um Médico Veterinário especializado, a Homeopatia não causa efeitos adversos que tantas vezes acompanham os tratamentos com medicamentos convencionais.

Tem um largo espectro de aplicação, tal como já foi referido na Acupuntura e Laserterapia e, ainda pode ser utilizada nos casos de:
  • tratamento alternativo de grupos de risco para os efeitos secundários dos fármacos (ex.: dor de origem musculoesquelética num animal com contraindicações para a administração de anti-inflamatórios não esteroides)
  • distúrbios do comportamento (ex.: tratamento complementar da ansiedade e da agressividade)
  • tratamento complementar de neoplasias (tumores)

  • OZONOTERAPIA

    A ozonoterapia é o conjunto de técnicas que utilizam o ozono como agente terapêutico num grande número de patologias. É uma terapia totalmente natural com poucas contra-indicações e efeitos secundários ínfimos, desde que realizada correctamente. A utilização do ozono em doses estudadas ao nível subcutâneo, intramuscular, em auto-transfusão, juntamente com a fluidoterapia ou a sua introdução em cavidades do organismo na forma gasosa (intrarectal ou em pequenas articulações), bem como a sua aplicação tópica em óleo ou creme, promove excelentes resultados terapêuticos.

    Como é que os animais podem beneficiar desta terapia?
    Este gás, obtido a partir do oxigénio medicinal, exerce um efeito positivo sobre o fornecimento de oxigénio e nutrientes às células, melhora os processos imunológicos e inibe processos inflamatórios. Tem capacidade oxigenante, revitalizante, antioxidante, imunomodeladora, analgésica, regeneradora e germicida (viricida, bactericida e fungicida).
    Usado essencialmente em quadros de dor (localizada ou sistémica), em lesões neuromusculares, ortopédicas, autoimunes, AVC's, doenças infecto-contagiosas, úlceras e feridas cutâneas.
    Comummente utilizado em conjunto com acupuntura para tratamento de hérnias discais.


    Evidentemente, como toda a ciência, estas terapêuticas apresentam limitações no tratamento quando este envolve indicações cirúrgicas, lesões incuráveis ou doenças terminais. Contudo, não podendo dar a cura ao animal, darão certamente uma melhor qualidade de vida.



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